domingo, 7 de junho de 2015

“Claustro Materno” Pela pluralidade das existências, Senti-me na eminência, De ao mundo retornar. Mas as portas se fecharam, Os tempos rápidos passaram, E eu não consegui reencarnar. Onde estás, oh, mãe querida! Que deste lado da vida, Um corpo me prometeste dar. Por que foges da responsabilidade, Procurando o caminho da vaidade, E a mim fostes negar? Hoje, eu choro a triste dor, Ao ver os erros que praticaste, Sei que no futuro sofrerás graves desastres, Por isso eu choro, choro por teu amor! Um Abortado

sábado, 6 de junho de 2015

"Os “nãos” que as vidas das minha vida, em suas idas e vindas, disseram, nem mesmo chegaram a machucar-me a alma. Sou a suficiência plena da simplicidade e da calma. Minha alma é leve e releva a gravitação da gravidade do mundo. Ser poeira de estrela é ser pouco, rarefeita, imperfeita reestruturação de moléculas. Mas concedi à minha imperfeição a feição de obra prima e decidi amar-me acima da poesia de todas as coisas. Saiba, é segredo, mas toda noite visito o firmamento, minha antiga morada, e ali consigo nutrir-me de alegria. Trata-se de um sítio sagrado, solo enluarado que pode ser cultivado sem sol e arado de sonho. Foi nesse outro mundo, (sei que não te lembras) que te conheci." NARA RÚBIA